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sábado, 5 de agosto de 2017

Utopia

Eu queria correr. Correr para as estrelas, para um lugar qualquer, para onde eu puder. Eu quero repousar, descansar, relaxar, respirar; encontrar uma paz que há tão tempo não vejo em mim. Quero rir de bobagens, planejar viagens; quem sabe ter miragens de algum lugar onde eu ainda possa ir? Eu quero essa estúpida esperança que, mesmo não sendo mais criança, insisto em manter.
Quero respirar o ar puro, viver em um mundinho só meu, onde essas pessoas... Essas cruéis pessoas... Não possam mais me marcar. Eu quero acordar com toda aquela alegria que, lá atrás, um dia, eu sonhei encontrar. Eu quero um amor de verdade, que me traga felicidade e que eu possa amar. Não quero um amor perfeito, talvez o amor direito, onde a única regra seja aquela estúpida ideia de amar.
Eu quero um mundo novo, onde não haja mais maldade, onde a minha felicidade seja o combustível do meu viver. Quero distância dos falsos profetas, do barulho de motocicletas... Onde só eu e eu mesmo possamos viver. Eu quero essa alegria, uma doce utopia, que mesmo tão impossível de acontecer, me deixe apenas com a ilusão... A doce ilusão... De que ainda posso saber viver.