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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Agradecimento ao Tempo


Entre mortos e feridos, entre falsos e sinceros, apenas algumas amizades sobrevivem. Muito se fala do tempo e da sua terrível maldição com as amizades: ele as leva de uma forma única, lenta e gradual. Por outro lado, as mentiras e as falsidades levam as amizades como um trovão: pode acontecer a qualquer momento, mas quando acontece é rápido e devastador.
Sempre me perguntei sobre a importância da palavra família. Sempre me questionei porque existem pessoas que não são da família e consideramos como se fosse ou vice-versa. Afinal, o que é família? Nesses poucos 20 anos de vida, aprendi uma coisa: família não é algo que nasce com a gente, é algo que morre. Família é aquilo que nós encontramos no decorrer de uma vida. Existem pessoas que podem ser “família de sangue” e que jamais chegarão ao patamar de “família de coração”. Assim como existem pessoas da tal “família de sangue” que são duplamente família. Amor não escolhe parentesco, amor escolhe afinidade, lealdade, verdade. Nós não escolhemos onde queremos nascer ou de quem seremos filhos, primos, pais, irmãos... Nós escolhemos quem ficará ao nosso lado para sempre, como num casamento: na alegria, na tristeza, na saúde, na doença, até que a morte nos separe. É assim. Sempre será.
Por mais que a dor e as mágoas existam, elas são superadas.
Lágrimas, palavras, sofrimento e a verdade.
E então eu agradeço ao tempo por levar as amizades boas perdidas, mas por levar também as mágoas, as tristezas e tudo de ruim que possa acontecer. 

Uma forma única, lenta e gradual. Uma forma real de se esquecer.