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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Meu amor,...

“Meu amor, eu não sabia bem como me despedir. Pensei em te ligar ou mandar uma mensagem, mas fiquei com receio. Acho que medo talvez. Não sei bem por onde começar, mas talvez eu deva te pedir perdão – se é que o devo fazer. Eu te peço perdão por ter fugido de você quando tive a oportunidade de te agarrar em meus braços e fugir para qualquer lugar. Eu te peço perdão pelos meus medos e angústias, pelas minhas inseguranças, enfim... Por ser quem eu sou: uma espada forjada em fogo ardente que jamais voltará a ser o que foi um dia.
Meu amor, eu te agradeço pelas conversas que tivemos, pelos planos que fizemos e, até mesmo, pelos beijos e abraços que não demos. Eu te agradeço pelos áudios longos, pelas palavras de conforto e, principalmente, por ter estado comigo quando mais precisei.
Meu amor, eu não gosto de despedidas, mas hoje eu preciso fazê-la.  Talvez não nos vejamos por um tempo – talvez nunca mais. Infelizmente você se tornou uma lembrança ruim para mim, um sinônimo de dor que parece ter intensificado coisas que aqui estavam adormecidas, mas talvez seja melhor assim e eu me conformo por saber que você carregará consigo um pouquinho de mim. Isso já me basta. Isso me faz imortal. Espero que você seja feliz com as suas escolhas.

Com amor,
Um certo alguém.

P.S.: Acho que não preciso dizer que te amo.”

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