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Absolutamente Só

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Vai chegar um dia em que você vai perceber que está só. Não haverá uma mão amiga, um ombro disposto a te consolar... Nada. Apenas um abismo entre você e o mundo lá fora. Haverá uma dor excruciante, um vazio inefável, uma sensação de não-pertencimento, uma ausência cruel de todos aqueles que um dia disseram estar ali contigo – e dos que, também, nunca o disseram. Você vai sentir as lágrimas escorrerem dos teus olhos, o suor escapar do teu corpo e o sangue derramar da tua alma. Ninguém vai estar ali. Absolutamente ninguém. Você vai se perceber só e, por mais que isso seja libertador, você vai sofrer. A dor vai te rasgar aos poucos, vai te fazer temer o mundo lá fora, se angustiar com o incerto, não confiar no primeiro ou segundo sorriso amigo que surgir. Você vai se calar, vai se isolar. As lágrimas, o suor e o sangue continuarão a vazar e você... Você vai simplesmente estar só. Absolutamente só. Não haverá quem te puxe do fundo do poço, não haverá quem te ouça, não haverá quem sequer te...

2021

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2021 foi um ano difícil. Aliás, acredito que seja possível dizer que este tenha sido um dos piores anos da minha vida – estando ali no top 3 dos piores. Não sou daquelas pessoas extremamente elevadas que dizem “Amém!” a todas as desgraças que acontecem, mas tenho a convicção de que elas fizeram – e fazem – parte da minha jornada até aqui e, embora eu ainda não veja a tão esperada bonança após a tempestade, acredito que algo novo esteja surgindo ultimamente... Algo que tem florescido dentro de mim... Talvez, até mesmo, um novo eu... E isso tem sido algo bom de se ver e de se ser. Ao final do ano passado, fui capaz de reconhecer que 2020 foi o ano em que pude conhecer um pouco mais de mim, ou melhor, de me reconhecer. Talvez, se nada do que tivesse acontecido no ano anterior tivesse realmente acontecido, acredito que eu provavelmente não estaria escrevendo esse texto agora. Em 2020 eu me (re)conheci, em 2021 eu aprendi... Sobre 2022, ainda não sei muito o que vai acontecer. Talvez seja u...

Pausas

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Tenho me sentido cansado ultimamente, mas não cansado de exaustão. É um cansaço existencial. Não tenho tido muito energia. Nem para sair, nem para manter aquilo que sinto. Nem para ficar em casa, nem para explorar o mundo ao meu redor. É um cansaço que mais parece estar relacionado a um gasto excessivo de energia nos últimos tempos. Meu corpo tem sentido isso intensamente e é algo bastante doloroso. No primeiro semestre do ano, como sempre, tentei me mostrar ser capaz de fazer mil e uma coisas. Consegui. Como sempre, fui capaz de cumprir todas as minhas demandas em tempo ágil. Um cansaço aqui, um pico de energia ali... E voilá ! Tudo ocorreu perfeitamente. De julho para cá, optei por fazer o contrário – tanto na vida acadêmica/profissional quanto na pessoal. Resolvi me dar um espaço maior. Resolvi me dar mais liberdade... E como foi bom poder sentir um pouco mais de mim, do meu corpo... Como foi bom poder sentir a liberdade de poder simplesmente respirar. Somente depois disso que me pe...

Carta ao Meu Melhor Eu

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Ao meu melhor eu, Escrevo essas poucas palavras, simples e sem graça, para a melhor versão de mim. Não sei ao certo se lhe conheço, ou se um dia vou te conhecer, mas sei que aí dentro, pelo meio das entranhas ensanguentadas do meu ser, você está, escondido, se revelando em pequenos momentos. Meu eu, as vezes tenho dúvidas se é realmente meu. Te olho no espelho, mas em muitos momentos não me reconheço. Será que de fato somos o mesmo? Será que realmente nascemos do mesmo útero? As vezes duvido que um dia nos encontraremos definitivamente, mas não perco as esperanças, não. Ao contrário, sigo te buscando, no interior do meu interior, no mais profundo do meu ser, pois sei que, em algum lugar, eu te encontrarei. Enquanto essa busca não se finda, sigo caminhando, lentamente, nos passos amargos de ser quem sou. Por aqui, está tudo certo, na medida do possível da frágil existência humana. Um dia nos encontraremos. Abraços, Você.

Sentimento #064 – Partes do Que Somos

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“– Não deveria abrir mão de quem você é por causa de outra pessoa. – Não estou abrindo, porque não sou só isso.” – Lili Borghes (em Lion) É engraçado como, ao longo de nossas vidas, conseguimos ser várias coisas em uma só. Às vezes, essas diferenças estão em gestos, hábitos ou costumes que só aparecem em determinados espaços ou grupos de pessoas, como um tipo de piada mais picante que só soltamos em frente a alguns amigos mais íntimos... Ou aquele lado mais sério que surge quando estamos no trabalho... São aquelas inúmeras facetas que, juntas, formam toda a nossa complexidade. Já ouvi algumas vezes que eu deveria mudar certas coisas em mim. Umas acatei por achar que, dessa forma, eu seria alguém melhor; outras eu optei por modificar pelo medo de perder alguém... E demorou um bom tempo até que eu percebesse que eu não deveria mudar sempre pelas pessoas ao meu redor, que poderia haver certos acordos, que ambas as partes poderiam ceder... É doloroso perceber isso... Quantas vezes me silen...

Esperança para Amar

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O amor não mais me apetece. Na verdade, tem um tempo que ele parou de fazer sentido para mim. Deixou de ser algo que eu procuro para a minha vida, um desejo, um sonho ou algo do tipo. Talvez eu não queira mais viver uma daquelas histórias de amor épicas ou com finais felizes... No fim das contas, amar se tornou um mero lembrete de todas as vezes em que fui infeliz. É estranho falar isso. Dizer que o amor me lembra da infelicidade. Por mais que houvessem bons momentos, amar foi aos poucos se tornando um receio, um medo de me entregar, de sentir, de viver o que quer que eu pudesse viver em torno disso. Sei que o amor é muito maior do que isso. Sei que os momentos incríveis e doces existem. Sei que existem coisas boas que possam vir dele, mas a verdade é que, para mim, tudo isso deixou de fazer sentido. Talvez eu seja, até mesmo, incapaz de me recordar de tais coisas boas. Acho que tomei aversão ao amor na forma em que ele é comumente colocado. Por mais que eu saiba que existem inúmeras p...

Dica de Livro: Zen Para Distraídos (2018)

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Nos últimos anos tenho me interessado um pouco pelo Zen Budismo. Foi na busca por uma boa leitura introdutória que encontrei o livro “Zen Para Distraídos”. Ele é escrito por Nilo Cruz, tendo como base um programa de rádio apresentado pela Monja Coen. Para quem se interessa pela temática e/ou busca conhecer um pouco mais sobre meditação e bem-estar, o livro é uma ótima indicação! Autor: Monja Coen e Nilo Cruz.    Capa: